Emãna

Tuas mãos de fina pele, com suas juntas já um tanto fenecidasimg-20160510-wa0013

Foram as mais belas, de anos já percorridos, numa aventura ciente

Plantou sementes, e destas, algumas brotaram felizes e agradecidas

Vingaram e proliferaram, formando primorosos  jardins florescentes.

 

Quando te elevas  para o alto, espalha um suave perfume de amor

Ceifando  ervas daninhas que se infiltram nos perfeitos ninhos

Nunca adormece sem antes manifestar um desejo confortador

Para aqueles a quem tanto preza, irradiando seu intenso carinho.

 

Quando das labutas para sobrevivência dos rebentos ali nascidos

Enfrentas as indefiníveis situações de uma luta para vê-los crescer

Pois, em cada dia que nasce, precisa dar algo aos esfomecidos

E vêm as dificuldades constantes e as escolhas difíceis de fazer.

 

Num tanque de madeira, cheia de roupas sujas  para lavar

Alveja-as com imensa ternura, sabendo que desta proeza

A mesa farta para aqueles meninos irrequietos não irá faltar

Mãos de mãe, sempre abençoadas  serão, com sutil gentileza.

 

 

 

Produção: Miriam Carmignan

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