Observo

mendingos

Do alto de uma imensa torre

Com suas edificações gigantes

Avisto uma selva de pedras

Que atropelam os passantes

 

Como uma avalanche de formigas

Que tropeçam entre si e se amontoam

Dentre as casas escuras e mais antigas

Com cheiros de mofo que se alastram.

 

Em colchões jogados nas molhadas calçadas

Os homens conjugam num calor insuportável

Vivendo como andarilhos embriagados

Entorpecidos  numa inércia lamentável.

 

Os andantes observam os seres desfigurados

Que,  ceifando a vida, vão perdendo seu brilho

Nem passado, nem futuro nada importa para eles

Perambulam pelas ruas todos desnorteados.

 

Produção: Miriam Carmignan

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