O branco cristalino na terra escura

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Em seu caminhar, observas apenas as camadas de terra escura

Na negritude da noite andas…

Deparas-te com tapetes brancos e cristalinos

Nos campos e nas verdes árvores, a mais pura brancura!

Como as brancas nuvens do céu na harmônica beleza inebriante!

Feitura ornamental das baixas temperaturas frias e contagiantes.

 

Precisas atingir mais tenra maturidade para não reclamar e sorrir

Das opulentas paisagens que branqueiam o solo e congelam o ar

Suprema claridade dos raios de sol ofuscando as trevas no andar

Luz que abranda os medos, encobrindo a névoa do teu semblante

Que corrói tuas entranhas pelas tamanhas desolações constantes.

 

Longínquos lugares quentes buscas, para colorir e te aqueceres

Do frio que enrijece teu corpo frágil, que eloquente ainda sentes

O compasso do tempo que materializa teus sonhos, simplesmente…   

Espreitando sussurros calmos, brandos e gelados como as geadas

Tonalizando as cores das escuras estradas nas longas caminhadas.

 

 

Produção texto: Miriam Carmignan

 

 

 

 

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2 comentários sobre “O branco cristalino na terra escura

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