Flor de muro…

20180707_103635

Não temas, nas adversidades da vida, luta e te agarra

Estabelece metas em bons propósitos, serão benéficos

Escala, com segurança, em objetivos claros, intrépidos

Executa num contexto, nas perfumadas essências raras.

 

Todas as tarefas desafiadoras, te ajudam se conflitivas!

Sejam quais forem, vão galgando as influências futuras

Nas execuções, disciplina com zelo, evitando as rupturas

Avalia com eficiência, promulgando as ações cognitivas.

 

Não precipites os acontecimentos, eles virão sutilmente

Encontros e desencontros, nas perceptivas involuntárias

Avaliando-os sem influência, e nem mais os dissabores.

20180707_103639

Edificações de muros, mãos que constroem habilmente

Pedras, cimento, alvenarias sem humos, inimaginárias:

Nascem, crescem, e se agarram, com íntimos primores…

 

 

Produção texto e imagem: Miriam Carmignan

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Vagueando…

20180526_120650

Sem saber qual o rumo seguir e para onde vai

Anoitece, amanhece, nenhum rumo, caminha

Navega pelas águas, solta o leme e descontrai

Tempestades e calmarias, espera e se aninha.

 

Nos brancos campos de algodões, eretos e fartos

Estrelas que se movem rapidamente e brilhantes!

As colheitas abundantes nos campos descobertos

Claridades tênues, melancólicas, mas extasiantes!

 

Nas contradições, faz tumultuadas suas escolhas

Com as ações espontâneas e desprovidas do porvir

Nos fortes ventos frios, natural a queda das folhas

Belo e o feio, adoçam a fruta do limoeiro, sente fluir.

 

Odiar e amar, conflituosa existência do envelhecer

Administra o ego que envenena sem complacência

Supera o egoísmo e compartilha, aprende a tecer…

Essência para o bazar do amanhã, a benevolência.

 

 

Produção texto e imagem: Miriam Carmignan  

 

 

 

 

Através da janela…

 

IMG-20180531-WA0010 - Copia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O orvalho da noite corre, lento, pelas janelas

Num amanhecer dócil de inverno, suave, ameno

Beija flores coloridos sugam as flores singelas

Raras, na estação fria, dormidas na noite de sereno.

 

Algumas delas, afoitas, aproveitam o sol espontâneo

Orgulhosas, sorriem faceiras, na estação hiemal

Despertas, se expõem num cenário momentâneo

No aguardo do amanhecer, num aconchego colossal.

 

Através da janela, passa suas pequenas mãozinhas

Que se resfriam e sentem alegria na nova descoberta

No toque molhado, a doce sensação na manhãzinha

Livre e desperto, afagando o vitral com a mão aberta.

 

Nem frio e nem quente: sutil e natural, simplesmente!

Movimento de um aconchego familiar que enternece

Alegria de estar junto dele, felizes, indubitavelmente

Ângelo, menino criança, com todo o afeto que merece.

 

Produção texto: Miriam Carmignan

Com apoio do vovô Euclides

 

 

Não se queixe das rotinas…

fundo-colorido-abstrato-do-vetor_48-10188

As queixas constantes acabam com qualquer tipo de relacionamento

Incontáveis vezes, uma rotina pode qualificar e estabilizar os bons afetos

Não pense somente em você, pense naqueles que estão sempre por perto

Naturalmente que os obstáculos cotidianos geram descontentamentos.

 

É importante inovar alguns hábitos para que as rotinas sejam mais confluentes

Real e bom sim, mas nem sempre geram inovações favoráveis. Dependendo da afronta:

Desestabiliza as harmonias familiares em que todos gostavam e não se davam conta

Do quanto é importante manter alguns hábitos seguros, entre os laços existentes.

 

Para conquistarmos o respeito de alguém, não podemos forçar, ser o que não somos

No percurso melhorar, sim, mas de acordo o que sabemos fazer e sem impor sacrifícios

Não ultrapassar limites desnecessários e, nas conquistas diárias, construir sem artifícios.

 

Sem desculpas evasivas de desigualdades materiais e emocionais, buscamos e vamos

Nas associações em comum, semeie e aguarde a germinação no momento propício

Que nossas queixas não se tornem habituais e contínuos desleixos nos exercícios!

 

 

Produção texto: Miriam Carmignan

 

 

Corações que choram…

maos coraçao

Ora  tristeza, ora  muita felicidade, quando insistentemente reprimem e choram

Sem mais saberem o que fazer, agem pela emoção, ou conscientes, por razão…

Mãos atadas diante da sensibilidade emocional, novamente volitam e choram

Alguns distantes sentem, mas não veem, outros aflitos e cheios de comoção.

 

Como as árvores desnudas nos intensos frios do inverno, padecendo elas vão…

Aos tropeços infiltram suas raízes na terra, buscando subsídios para serenar

Com a generosidade das almas que sobrevoam por entre elas, procuram e vão…

Se entrelaçam entre raios de luz, aquecendo seus velhos troncos para serenar.

 

Diante dos ditames estabelecidos pelos que vivenciam, eles vão sendo levados

Nas momentâneas impotências sentimentais, imploram pela divina benevolência  

De efetivos movimentos que propiciem mais acalantos aos que foram sublevados.

 

Corações que pulsam numa incansável busca, redimindo-se, frágeis e cansados

Compreender o que se passa nesse universo, comunicando-se sem negligências

Na imutável situação aparente, sem nenhuma perspectiva animadora, subjugados.

 

 

Produção texto: Miriam Carmiganan

 

 

“Iemanjá” “Deusa Mãe do Mar, da prosperidade e da felicidade doméstica”.

simpatia-para-iemanja-768x478

Algumas mulheres, elas são fortes e ao mesmo tempo são subestimáveis

Fazem, propiciam e entorpecidas, são maltratadas. Crendo ser insubstituíveis

Passam a vida se doando na crença de que serão eternamente recompensadas

Mal sabem que são apenas objetos de uso, enquanto úteis e desusadas

 

Enquanto belas e profícuas damas, perfeitas e afáveis para serem subjugáveis

Dos infortúnios vulneráveis e profanos, dos desejos de homens irresponsáveis.

Em situações diversas, quando as atenções são divididas para os mais desprotegidos

Alguns, imaturos e carentes desprovidos de flexibilidades, buscam fontes e incontidos

Vagueiam perambulando em sonhos e devaneios ilusórios, desprovidos e sem sentidos

 

Onde desfalecem dos bons e eternos momentos de afagos domésticos em seus lares

Por momentâneas distrações fugazes, que destroem os afetos e aconchegos familiares

Abrem feridas que sangram e demoram para cicatrizar, para eles, corriqueiras e peculiares…

Violências, desafetos e desamores, lares desfeitos, faltando ternura e um pouco de paciência

Homens e mulheres, crianças e velhos, todos afoitos por cuidados, compreensão e tolerância

 

Somos criaturas que nascem cheias de amor, para compartilhar e apaziguar nas vivências…

Como é grandiosa uma manhã ensolarada, ouvir o sorriso de uma criança, e um abraço caloroso

No cotidiano, alguém lembrar que você esqueceu de algo corriqueiro, simples e valoroso

Dedicar momentos para famílias que se respeitam é o porto seguro. Saudemos “Iemanjá”.

 

Produção texto: Miriam Carmignan

 

 

 

 

 

Folhas

folhas de platno

O chão forrado de folhas mortas

Multicolorindo aquele solo escuro

Piso macio no tapete semiescuro

Circulando por caminhos, absorta…

 

Adormecidas no chão, elas estão

Crescem na madeira endurecida

Numa terra íngreme e acentuada  

Ventos, sóis, chuvas e escuridão…

 

Os tempos áureos dos bons ventos

Belezas intrínsecas e estonteantes

Cresce, floresce, fotossintetizantes

Terra, sol e céu, miragem do tempo.    

 

Pés que andam e acariciam as folhas

Marcham alanhados e reconfortantes

Pés descalços, doloridos e triunfantes

Maciez do solo mãe, brancas escolhas.

 

 

Produção texto: Miriam Carmignan